ARTIGOS

A evolução da mobilidade

Economia de compartilhamento, novos serviços de mobilidade são termos novos, mas já bem disseminados na mídia brasileira e global. Mas e as bicicletas e patinetes? Quem diria que depois da adolescência veríamos dezenas de adultos pedalando e impulsionando seus dias em um patinete? Esses novos modais têm como conceito principal trabalhar com a primeira e a última milha do usuário. Em diversas cidades e metrópoles brasileiras, o transporte público não contempla o trajeto total. Assim sendo, o usuário final pode alugar um equipamento e fazer essa primeira ou última milha com mais conforto e comodidade. É um sistema complementar de mobilidade.

Yellow e Grin anunciaram no começo do ano que estão realizando uma fusão. A Yellow é a startup líder no Brasil em bicicletas (amarelas) sem estações, e também patinetes elétricos. A Grin, mexicana, é a maior empresa de patinetes elétricos da América Latina. Dessa fusão nasce a Grow Mobility Inc.

O nome Grow vem da junção de Grin e Yellow. Também quer dizer, em inglês, crescimento. De acordo com números divulgados pelas companhias, as duas contam com mais de 135 mil patinetes e bicicletas em sete países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai). Nos últimos seis meses, geraram 2,7 milhões de viagens. Atualmente empregam  1,1 mil pessoas.

A Yellow começou no Brasil com o serviço de bicicletas compartilhadas dockless (sem estações). A empresa expandiu suas operações com a disponibilidade de patinetes elétricos, que começou a funcionar em outubro do ano passado. A companhia havia captado US$ 63 milhões em setembro para expansão.

A Uber já anunciou que entrará no Brasil com as bikes elétricas da Jump, ainda este ano. A americana Lime também revelou intenção de entrar na briga por aqui, também neste ano. A brasileira Tembici é outro nome forte nesse setor: tem as bicicletas compartilhadas, como as do Itaú, e, recentemente, entrou no mercado de patinetes no Rio de Janeiro, em parceria com a Petrobras.

A bicicleta, o patinete ou até mesmo um skate, além de meios de transporte independentes, podem ser uma ferramenta poderosa para facilitar o acesso das pessoas ao transporte coletivo – se contar com infraestrutura nas áreas certas. Essa premissa fica evidente ao olharmos para o indicador People Near Transit (PNT).

A expressão representa a porcentagem de pessoas que vive em um raio de um quilômetro de estações de metrô, trem, BRT, monotrilho, e a 500 metros de corredores de ônibus – distâncias que podem ser facilmente percorridas a pé para acessar as estações. No caso das bicicletas, considera-se um raio de três quilômetros para delimitar as áreas prioritárias para investimento em infraestrutura cicloviária, onde está o maior potencial de alimentação aos sistemas de transporte coletivo.

Fonte: WRI Cidades

O estudo feito pelo WRI Brasil mostrou que, na cidade de São Paulo, por exemplo, a ampliação da rede poderia aumentar o PNT de bicicleta de 74% em 2015 para 97% em 2025 (se implementadas as metas previstas no Plano Diretor Estratégico e no Programa de Corredores Metropolitano). Para o Rio de Janeiro, o resultado do indicador é ainda mais expressivo: na cidade, 87% da população vive a até três quilômetros de estações de transporte. Na Região Metropolitana, o índice é de 59%.

A integração efetiva entre os modos de transporte, por meio de uma rede em que as diferentes opções tornem-se complementares, ao invés de concorrentes, pode ser a resposta para muitos dos desafios enfrentados hoje pelas cidades no que diz respeito à mobilidade.

Yellow, bicicletas

  • R$ 1,50 por 15 minutos de utilização
  • Após o uso, a bicicleta pode ser deixada em qualquer local, dentro da área de cobertura 

Yellow, patinetes

  • R$ 3,50 por uso
  • Mais R$ 0,50 por minuto

Grin, patinetes

  • R$ 3 para o desbloqueio e o primeiro minuto de uso
  • Mais R$ 0,50 por minuto adicional
Por Murilo Briganti

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