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Tecnologia automotiva que salva vidas

A cada ano, a vida de aproximadamente 1,35 milhão de pessoas é interrompida por conta de um acidente de trânsito no mundo. Entre 20 e 50 milhões de pessoas sofrem lesões não fatais e, muitas delas, resultam em incapacidades das mais diversas. Essas lesões provocam perdas econômicas consideráveis decorrentes dos custos com tratamentos, reabilitação e investigação do acidente, bem como da redução ou perda de produtividade. Os acidentes de trânsito custam à maioria dos países 3% do seu produto interno bruto (PIB). No Brasil, por exemplo, são gastos aproximadamente R$52 bilhões por ano.

Segundo um estudo realizado em 2018 pelo o Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro, mais de 80% dos acidentes são causados pelo fator humano, seja pela negligência ou imprudência dos motoristas, seja por desrespeito às leis de trânsito ou falta de atenção do condutor.

Com base nesses números alarmantes, fica claro que as tecnologias de segurança, principalmente as de assistência ao condutor, desempenham um papel importante na prevenção de acidentes e redução de probabilidade de lesões graves ou mortalidade. Hoje em dia, já existe uma série de regulamentos de Países Europeus, China e EUA sobre segurança veicular que, se aplicados aos padrões de produção no Brasil, potencialmente salvariam muitas vidas.

O Brasil tem avançado bastante visto que um dos principais pontos do Rota 2030 é o incentivo para que empresas adotem, em seus veículos, itens de segurança, sejam eles ativos ou passivos. Porém, quando comparado com países desenvolvidos o GAP tecnológico ainda é grande, como podemos ver a seguir:

  • Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC): no Brasil, apenas 40% dos veículos emplacados em 2018 possuíam esse item. Enquanto nos Estados Unidos, em 2012, 100% dos veículos já saíam com este componente da linha de montagem.
  • Câmera de ré: no Brasil, apenas 35% dos veículos emplacados em 2018 possuíam o item. Já nos Estados Unidos, a partir de maio de 2018, 100% dos veículos saíram de fábrica com este equipamento.
  • Detector de Fadiga: solução ou mitigador de uma das principais causas de acidente de trânsito no país, esteve presente em apenas 2% dos carros licenciados no Brasil. Na União Europeia, será mandatório para todos os veículos novos a partir de 2021.
  • Assistente de manutenção de faixa: no Brasil, menos de 1% dos veículos emplacados em 2018 possuíam este item. Na União Europeia, ele será mandatório em 2021.
  • Frenagem automática de Emergência: no Brasil, menos de 1,5% dos veículos emplacados em 2018 possuíam esta tecnologia. Na União Europeia, a frenagem automática de emergência virá em todos os veículos novos a partir de 2021.

 

Aumento da segurança veicular

Um dos pilares priorizados pela ONU para que o trânsito em todo mundo se torne mais seguro são as políticas de aumento da segurança veicular. Os avanços obtidos com o Rota 2030 e alinhamento do Contran com as datas do programa possibilitarão uma redução significativa – de 20 para cerca de 10 anos – do GAP tecnológico do Brasil com relação aos países Europeus e Estados Unidos. No entanto, enquanto o país não regulamentar mais tecnologias de ADAS (Sistemas avançados de assistência ao motorista) num prazo menor, esse GAP continuará existindo e muitas vidas ainda serão perdidas.

Por Murilo Briganti

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