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É vital manter as diretrizes de eficiência energética e emissões veiculares previstas para 2022

É notória a diminuição das emissões de gases poluentes como consequência de menor atividade econômica em momentos de crise, como a do novo coronavírus. Mas, mesmo sem saber como será o mundo pós-pandemia, pode-se afirmar que as emissões sempre voltam a subir, às vezes mais rapidamente do que o normal. 

Após a crise financeira internacional de 2008, por exemplo, as emissões de carbono subiram 5% repentinamente, como resultado dos estímulos dados ao setor de combustíveis. Sendo assim, é imprescindível que medidas para mitigar esses gases sejam adotadas e mantidas. Além disso, continuar a reduzir o consumo e emissões é fundamental para garantir o alinhamento tecnológico dos veículos vendidos no Brasil aos padrões globais, o que obriga a adição mais agressiva de tecnologias avançadas de propulsão.

No entanto, qual será o novo “normal” do mercado que irá balizar a maneira de distribuir essas tecnologias em um novo, e ainda indefinido, mix de vendas?

Monitoramento e evolução da eficiência energética

A Bright Consulting monitora a evolução da eficiência energética dos veículos vendidos no Brasil por meio de uma plataforma inteligente cujo algoritmo replica o decreto do Programa Rota 2030 e é ancorado em ferramentas de Big Data e Inteligência Artificial. Quando comparamos a situação das montadoras nos 12 meses de 2018 com os últimos 12 meses (Abril/19 – Mar/20), podemos identificar um evolução significativa na melhoria da eficiência energética dos veículos, bem como na adoção das tecnologias que promovem essa melhoria.

O quadro acima mostra que o número de grupos OEM habilitados que já atingem o target de qualificação ao Rota 2030 saltou de 2 para 7 empresas com avanços que chegam até 200% em termos de evolução. A média ponderada do mercado evoluiu aproximadamente 44%, diminuindo o distanciamento para qualificação de 4% para 2,3%. Para tal avanço, algumas tecnologias tiveram seu nível de penetração também aumentados.

O sistema da Bright Consulting permite identificar as principais estratégias adotadas atualmente e passíveis de serem realizadas no futuro. Além das tecnologias, é possível aferir também a atual situação das empresas habilitadas e para onde elas irão em 2022, com todas as informações a nível de versão de veículo.

Considerando que haverá, em paralelo, novos limites do PROCONVE – conhecidos como L7 e L8 – , a visibilidade de como esses programas cruzam-se na definição de tecnologias, efeito no custo, vantagens fiscais e no próprio alcance dos limites de eficiência energética, cruciais para quem utiliza a “Lei do Bem”, será fundamental para a tomada de decisões. A Bright Consulting está se preparando para incluir essa análise no seu portfólio de monitoramento, colaborando para que as empresas tenham uma ferramenta imprescindível ao seu alcance. 

No limite L7, novos custos com catalisadores, emissões evaporativas, no SHED e no ORVR, OBD e novas calibrações do motor podem afetar os preços e o mix de vendas, com efeito restrito a alguns modelos. Mas, a partir do L8, quando o controle de emissões também será feito pela média da produção de cada fabricante, além dos aspectos técnicos, será quase impossível cruzar todas essas interferências sem contar com o suporte de dados consistentes, planilhas e métodos de análise, posicionamento no mercado e a disponibilidade de contar com relatórios e estudos específicos para condições econômicas que tendem a ser extremamente voláteis e dinâmicas.


Murilo Briganti e Ricardo Abreu
Bright Consulting

 

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