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Montadoras têm pouco mais de 24 meses para se preparar para a qualificação de eficiência energética do Rota 2030

É possível afirmar que, por conta das metas de eficiência energética, o desenvolvimento de carros mais eficientes no país é a melhor notícia e o maior legado do Inovar-Auto, programa de incentivo à indústria automotiva lançado em 2012. Continuar a reduzir o consumo e emissões é fundamental para garantir o alinhamento tecnológico dos veículos vendidos no Brasil aos padrões globais, pois obriga a adição mais agressiva de tecnologias avançadas de propulsão, além de aumentar a competitividade internacional do país. Sendo assim, seria imprescindível que o programa Rota 2030 estipulasse novas e mais estringentes metas de eficiência energética.

A Bright Consulting monitora a evolução da eficiência energética dos veículos vendidos no Brasil por meio de uma plataforma inteligente cujo algoritmo replica o decreto do Programa Rota 2030 e é ancorado em ferramentas de Big Data e Inteligência Artificial. A evolução dos veículos desde a última medição de 2017 mostra que os targets estabelecidos pelo novo programa ficam aquém do desejado, uma vez que, ao invés da evolução mínima de 12,08% do programa anterior, a qualificação para 2022 exigirá um salto de pouco mais de 6% na média das montadoras.

Diferentemente do programa anterior, o Rota 2030 estabelece metas para as montadoras baseadas em 3 curvas: veículos de passageiro, SUV’s Grandes e 4x4 e Pickup’s. Considerando o status em março de 2019, as montadoras terão de evoluir em média adicionais 4% para poder comercializar seus veículos no Brasil (cálculo realizado ponderando-se as três curvas). Abaixo, a real distância de cada uma das curvas:

  • 4,03% – Curva 1 – Veículos de passageiro*
  • 8,99% – Curva 2 – SUV’s Grandes e 4x4*
  • -0,54% – Curva 3 – Pickup’s*

*Majoritariamente 

Para o novo programa, empresas terão de investir em tecnologias mais avançadas e de maior custo, como injeção direta, turbo, downsizing, Stop-Start, entre outras. Assim sendo, monitorar os movimentos do mercado se torna um artifício crucial para se obter vantagem competitiva e identificar estratégias como a da empresa norte-americana, General Motors, que atingiu os 2P.P. em 2017 principalmente por utilizar tecnologias de menor custo como óleos de baixa viscosidade, pneus de baixa resistência a rolagem e redução de perdas parasíticas.

O sistema da Bright Consulting permite identificar as principais estratégias adotadas atualmente e passíveis de serem realizadas no futuro. Por exemplo: os veículos sobrealimentados saltarão de 17%, atualmente, para 35%. Motores 3 cilindros, advindos principalmente da tendência de downsizing, que hoje computam 23,5% do mercado, em 2022 atingirão mais de 40%. Além das tecnologias, é possível aferir também a atual situação das empresas habilitadas e para onde vão em 2022, com todas as informações a nível de versão de veículo

Apesar das dificuldades enfrentadas pela indústria nos últimos anos, o Rota 2030 permite que as empresas tenham maior previsibilidade e que o mercado tenha veículos mais globalizados, melhores e menos poluentes.

 

Por Murilo Briganti

 

 

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