Fornecedores brasileiros no radar chinês: mas competitividade vai muito além do preço.

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O interesse das montadoras chinesas pelos fornecedores brasileiros é real. Mas competitividade vai muito além do preço.

Os dados recentemente apresentados pelo Sindipeças mostram um movimento importante para a indústria automotiva brasileira: as montadoras chinesas já estão consultando fornecedores nacionais para ampliar o conteúdo local de seus veículos produzidos no Brasil.

Ao mesmo tempo, a entidade reconhece uma barreira relevante para que esse movimento avance na velocidade esperada: o preço ainda limita grande parte das negociações.

À primeira vista, a conclusão parece simples: precisamos reduzir custos.

Mas essa é apenas parte da discussão.

O desafio não é apenas ser mais barato

Temos ouvido relatos de autopeças brasileiras que, ao serem cotadas por montadoras chinesas, recebem pedidos de redução entre 30% e 40% sobre suas propostas iniciais. Em alguns casos, os valores solicitados sequer cobrem o custo da matéria-prima.

Isso evidencia que parte do desafio não está apenas na produtividade ou na eficiência operacional. Existe também uma diferença estrutural entre os custos da cadeia brasileira e os benchmarks que essas montadoras trazem de suas cadeias globais.

Reconhecer essa realidade é importante, mas também é verdade que competir apenas pelo menor preço dificilmente será uma estratégia sustentável.

O fornecedor competitivo continuará sendo aquele que entrega qualidade, confiabilidade, produtividade, flexibilidade, inovação e velocidade de resposta.

Preço continua decisivo, porém deixou de ser suficiente.

A oportunidade criada pelas montadoras chinesas

A chegada dessas fabricantes amplia significativamente o mercado potencial para fornecedores brasileiros. À medida que a produção local evolui, cresce também a necessidade de desenvolver fornecedores instalados no país.

Para aproveitar essa oportunidade, será necessário enfrentar dois desafios ao mesmo tempo: reduzir as diferenças estruturais de competitividade da cadeia brasileira e elevar continuamente a maturidade operacional das empresas.

Quem investir em eficiência operacional, digitalização, planejamento integrado e desenvolvimento tecnológico estará muito mais preparado quando os programas de nacionalização acelerarem.

Competitividade começa dentro da operação

Mesmo diante de diferenças estruturais de custos, organizações mais maduras conseguem responder com maior previsibilidade, velocidade e consistência.

Isso passa por decisões que antecedem qualquer negociação comercial:

  • aumento da produtividade industrial
  • maturidade em S&OP
  • maior previsibilidade logística
  • gestão de riscos da cadeia
  • desenvolvimento contínuo de pessoas e competências


Em outras palavras, competitividade nasce da combinação entre um ambiente econômico favorável e uma gestão capaz de transformar estratégia em execução.

Na Bright Consulting, acreditamos que o verdadeiro diferencial competitivo não está apenas na redução de custos.

Ele nasce da capacidade das organizações de transformar estratégia em execução.

Acompanhamos diariamente empresas que precisam responder a um ambiente cada vez mais complexo, onde novas tecnologias, novos concorrentes e novas exigências de mercado surgem em velocidade crescente, por meio de inteligência de mercado, análises estratégicas e fortalecimento da capacidade decisória das empresas.

ASSINATURA MARCELO
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